domingo, 2 de abril de 2017

Eu e a corrida

Sempre fui uma pessoa sedentária,  com várias e várias tentativas de me tornar uma pessoa ativa, não concluídas com êxito. Hoje rememorando os fatos, penso que o ponto de início estava errado. Nunca gostei de musculação e esse era o começo todas as vezes. Achava um tanto quanto entediante, monótono e repetitivo. Trabalhava muito e o argumento do " não tenho tempo" estava em voga pra mim.  Daí, com um mês e pouco me via entediada e sem muito resultado, desistia. Minha vida começou a mudar em meados de 2009. Aos pouquinhos fui retornando à atividade física e comecei em uma academia. Fazia spinning em uma sala fechada( ponto fraco), com música motivante( ponto forte) e um telão onde passavam imagem de provas de ciclismo pelas lindas paisagens montanhosas da França( ponto fortíssimo). Comecei a me empolgar e viajar nas imagens. A atividade física passou a ser uma parte boa do meu dia. Em 2012 veio a guinada definitiva. Junto com amigas do trabalho montamos uma equipe para correr uma prova tradicional em Brasília: a Corrida de Reis. Fizemos camisetas e até treino secreto no Parque da Cidade. Foi minha primeira corrida e como tal foi cheia de emoção. No final dos 6 km tive  direito ao subidão da esplanada dos ministérios o que resultou em alta frequência cardíaca e tontura nos 300 metros finais. Mas enfim, cheguei! Seis quilômetros em 41 minutos. Fiquei feliz e a sensação de felicidade é um ponto pacífico pra quem corre. Entrei em uma equipe de corrida e a vida nunca mais foi a mesma. Associei corrida, academia, bike, trilhas, funcional. Aquele momento em que você percebe que o hábito chegou. Entretanto nesses anos comecei a conviver com a parte ruim da história: algumas lesões, no geral pequenas, mas impeditivas que  me afastaram em intervalos das corridas. Isso será motivo de textos nos próximos capítulos.